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segunda-feira, 11 de julho de 2011

Acampamento Barra de Camaratuba - Caminhada para o inferno

Primeiramente, quero pedir desculpas por não ter postado a parte 2 do São João ainda... é que rolou umas “treta” e num deu pra eu postar...

Mas hj eu estou aqui de volta, adiando mais uma vez a parte 2 do São João, desta vez para falar da ultima “trilha” (que não foi uma trilha, foi uma “pequena” caminhada de 10 km com 800 kg de bagagem nas costas).

Tudo começou em campina grande...

Eu tinha uma mochila, duas barracas, dois colchonetes e uma mesa (sim, uma mesa... mas era pequenininha e dobrável de modo a ficar compacta igual a uma barraca) pra levar pra a rodoviária e não rolava ir a pé, por isso peguei um mototaxi...

Pela primeira vez eu cheguei ao local de encontro antes de Jéssica (pra quem não sabe, eu sou atrasado profissional), que chegou atrasada por causa do busão que vinha de ré e nós tivemos que pegar outro ônibus...


Galera na rodoviária de JP

Chegamos em jampa, pegamos o busão pra baía da traição, chegamos na casa do índio, Jessica quebrou o balanço e depois consertou... eu tinha que organizar a minha bolsa e nesta organização aconteceu uma coisa que não vem ao caso...

A partir daqui começa a desgraça:

Ô caminhadinha desgramada do cão do 18º inferno banido da presença do satanás...

Pra vcs terem noção da pequena distancia percorrida, ela é apenasmente equivalente a caminhar do farol de cabo branco até a praia do Bessa. Pode parecer perto, mas vai caminhar isso com uma bolsa de 10kg nas costas e outra que devia ter mais ou menos o mesmo peso na mão pra tu ver como o coco é seco e a rapadura é dura...



Seu siriguejo dando uma voltinha na praia...

A caminhada parecia não ter mais fim. Quanto mais eu andava, mais os “cata-ventos” (usinas de geração eólica) ficavam longe. Parecia até que eles estavam fugindo de mim. Por sorte eu tinha decorado o percurso completo e me aliviava saber que eu estava “tantos” quilômetros mais próximo do destino.

Quando chegamos ao córrego que tem no meio do caminho (exatamente Km 5 do total de 10,5 Km), reencontramos com a galera que foi na frente e já estava lá fazia um bom tempo(bem meia hora... os caras estavam tomando banho no córrego, pra refrescar xD) e continuamos a maldita caminhada até o destino final.




Esta parte da caminhada foi definitivamente a pior de todas. Eu estava cerca de 20 kg mais gordo de bagagem (quando estava com a bolsa de comida na mão, que eu estava revezando com Jessica) e meu corpo não foi projetado pra isso. Conseqüência: meus pés doíam e eu não podia fazer nada se não chorar internamente como uma criança que quer ir pra casa antes de terminar a aula. O jeito era continuar andando e olhando pra frente... O que eu podia fazer? Voltar era mais longe. Se eu parasse ia ficar sozinho e chatear mais pessoas e não dava pra pedir pra um helicóptero me resgatar... O jeito foi fazer como o Bruce Lee (ou rocky, ou sei lá quem foi) disse: “ignorar a dor”. Mas oh peste insistente... O cara ignora e ela ainda vem agoniar, mas continuei andando (não sei como, mas continuei).

Chegando ao destino final (roxo, com um calão no pé e sem forças) eu tava tão apressado pra tirar a bolsa das costas como quem quer mijar e não consegue tirar o cinto, que chell foi quem tirou o nó que eu tinha dado nela, pra dividir o peso.

Armamos as barracas (deu trabalho) e a noite começou.Nada que eu fazia dava certo e eu estava odiando tudo aquilo. Eu não conseguia nem sequer acender uma bosta de um lampião caseiro e tudo que eu queria era que tudo mudasse da água pro vinho.

Foi justamente um vinho que resolveu (Martini Rosato). Depois de beber, nós (ou pelo menos eu) esquecemos os problemas e em determinado momento, eu, Richard, Jessica e Chell nos separamos do grupo e começamos a conversar assuntos diversos (sempre que se está no escuro e num local deserto, as pessoas começam a falar de óvnis e alienígenas, não sei pq...) e isso foi o que salvou a noite...



Acordei de manhã com a sauna barraca torrando no sol e depois fomos tomar banho no rio.

Em resumo, o rio é lindo e eu e Jéssica tiramos umas fotos (com a camerazinha digital... as da câmera boa só vão estar disponíveis quando eu revelar) e voltamos pra desarmar as barracas...






Chegando lá, o vento tava virado no tempero, que nem gritando “RAPADURA PRETA” ele passava. A barraca de Chell (que era minha) quebrou e nós a desmontamos primeiro. Neste tempo a minha barraca quebrou em duas partes (pra terminar de foder) e quase que voa com a minha namorada dentro. Desmontamo-la e fomos fazer a caminhada de volta.

Na volta o vento estava brutalmente forte contra a gente e em menos de 10 minutos de caminhada eu já tava puto com ele, com vontade de chorar feito um guri que perdeu a chupeta e não podia fazer nada se não andar... (to perdendo o saco de escrever).

Em resumo, nós voltamos “na manha do gato” pelo meio do mato, pq a areia não era fofa e lá tinha menos vento. Isso rendeu menos cansaço no final da história. Na segunda parte da vlta, eu e Jéssica estávamos sós na caminhada e pegamos muita chuva. Nos escondemos atrás de umas pedras até a chuva passar e depois continuamos a viagem.

Ao chegar no forte da baía (faltando 2 km ou 1,5 para o fim da caminhada pela praia) eu dei a Jéssica a idéia de abandonar a areia e ir pela cidade, pq era melhor de andar no calçamento do que na areia. Andamos 3 minutos e encontramos o pai de um amigo nosso, que tem uma pizzaria na baía. Paramos por lá, tomamos banho e conversamos bastante. Depois, descobrimos que o ônibus passava lá perto da pizzaria e o pegamos lá mesmo...



A viagem de volta foi tranqüila... o motorista só estava indo a mais de 120 por hora no ônibus lotado (umas 20 pessoas em pé) e ia capotando uma vez (geral gritou pra ele ir devagar). Fora isso foi tranqüilo...

Chegamos em JP, pegamos o ônibus pra CG, voltamos pra casa e fomos felizes...

Se amanhã fizer sol, eu vou lavar / consertar as barracas e guardá-las...

a parte 2 do são joão, vai ser postada na quarta-feira em horário indeterminado...

segunda-feira, 4 de julho de 2011

São João vendendo Latão - Parte 1 - Como tudo começou...

aviso: Este texto contém palavrões, se vc tiver menos de 10 anos, não leia, por que papai do céu briga...

É o seguinte... Eu sei que a maioria das pessoas (isso se não for todas) que lêem este blog me conhecem pessoalmente e sabem que eu sou um calango pobre, desempregado e que faz praticamente tudo pra ganhar dinheiro.

Foi assim que começou meu São João...

Teoricamente eu já tinha planejado “tudo” desde abril (vou vender Skol latão no parque do povo, apurar 100 reais por noite e ficar finalmente RICO!!! com 3000 reais no final do evento). Doce ilusão.

O que aconteceu de verdade é que eu quase que tomei no forevis me dei mal e quase saí com um prejuizinho lindro de morrer...

Vamos ao ocorrido:

No dia 3 de junho de 2011, dia do início do alcooltecimento mais esperado do ano em Campina Grande-PB, Calango estava “felizmente” trabalhando na casa da sua avó, situada no sítio Cuité-PB quando reparou que já se passava das 14:30h e lembrou apressadamente que ultimo busão pra Campina grande era de 15h. Tão rápido quanto possível ele terminou de fazer as gambiarras instalações elétricas as quais lhe tinham sido designadas e correu para pegar o maldito ônibus (uma semana antes, havia acontecido a mesma coisa e eu tive que chamar um motoqueiro aleatório pra correr atrás do ônibus, pq ele tinha acabado de passar (e eu consegui pegar ele (o ônibus) 5 quarteirões mais pra frente)).

Ok ok... Para tudo... deixa eu parar de falar em 3ª pessoa...

Voltando...

Quando eu cheguei lá na parada do busão, o mototaxi falou que o maldito ônibus já tinha passado (para a minha felicidade) e eu impulsivamente falei “vamos atrás dele, não posso perder dinheiro, por que hj eu vou ficar COMPLETAMENTE RICO!!!”.

Ok... Fomos atrás do ônibus e não encontramos ele. Quando chegamos ao fim da cidade, eu perguntei quanto o motoqueiro cobrava pra descer a serra (2km) e ele falou que era 4 reais. Imediatamente eu respondi “bora”.

Descemos a serra e o maldito busão não estava lá, então eu perguntei “quanto é pra ir até o trevo?” e o motoqueiro respondeu “12 reais” e eu falei “bora”...

O motoqueiro parecia uma lesma andando de ré (eu estava pensando seriamente em pedir pra ir pilotando a moto quando chegamos ao trevo (25 km depois) e o maldito busão não estava lá... Eu falei “quanto é pra ir pra Barra de Santa Rosa?” (mais uns 20 km) e ele falou “rola não”, ai eu pensei “FUUUUUU” e olhei pra o lado “OLHA O BUSÂO ALI!!!” ai ele começou a andar (feito uma porra de uma lesma novamente) em direção ao ônibus que estava parado pra pegar um passageiro e QUASE que ele não consegue chegar a tempo... ok... Mission Complete!!! Cheguei ao ônibus e a passagem que era 10 reais ficou por 32, no final...

Sem problemas, eu ia ganhar dinheiro e ficar COMPLETAMENTE RICO!!! (que só a porra... eu ia era tomar no boga).

Cheguei em Campina de 6 da noite e já fui correr atrás de um amigo que fosse de carro, pra guardar o “estoque”... 10 da noite, eu não tinha encontrado o maldito amigo... 11 da noite também não... Então eu desisti e decidi ir só pra curtir a festa mesmo.

Pedi pra “mãozinha” me dar uma carona de moto pra o PP e o condenado chega na minha casa EXATAMENTE no momento em que os fogos estavam explodindo (São João de campina grande só quer ser Reveillon do Rio de Janeiro... 15 minutos de fogos e tal... Rola sempre aquela resenha de se agarrar com a namorada e falar “olha pro céu meu amor”. Por isso eu queria estar no Parque dos Poico com a minha namorada e não com um marmanjo de 1 metro e 80 (acho) que manca sensualmente de uma perna...).

Foto: Show pirotecnico na véspera de são joão de 2007 no parque do povo

Finalmente fomos pra o PP e ao chegar lá, eu quase que era multado (besteira), encontrei a minha namorada e nós ficamos por lá, fazendo o mesmo que as pessoas fazem lá todos os dias de SJ... Beber e se agarrar...

Foi num agarramento desses que eu descobri a barraca que salvou a minha vida 20 dias depois... (que vai ser explicado num futuro um pouco distante). Ao se encostar na barraca, descobrimos que ela estava aberta e abandonada (inicialmente eu, ela e meus amigos não pensamos nada demais sobre tal situação (quer dizer... um casal amigo quis entrar pra se “pegar” lá dentro...) e eu pensei “é o primeiro dia de S. João... essa barraca deve ser de algum retardatário que não organizou-a.”). Acabou-se o primeiro dia e eu voltei pra casa feliz da vida (mal sabia eu a verdadeira DESGRAÇA que aconteceria no 2º dia (1º dia de venda))...

Mas essa é uma história muito longa e que não vale a pena de ser resumida brutalmente...

O próximo post, com a continuação da “saga” do calango vendedor de cerveja provavelmente “vai ao ar” nesta sexta-feira 8 de julho de 2011.

Leiam e Comentem..

Obrigado.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Definitivamente, a maior loucura que ja aconteceu na minha vida...



Primeiro: Eu tentei resumir ao máximo a história, mas isso foi o menor que eu consegui fazer... Eu não consegui mostrar nem a metade das coisas que aconteceram nas 36 horas mais loucas da minha vida...


É o seguinte...


O texto é grande... então se tiver com preguiça, aí vai o resumo da história:


Eu acordei tarde, me atrasei, viajei pra a cidade de Areia numa traxx, não encontrei meus amigos, me danei no meio do mato atrás deles, descobri que roubaram meu capacete, cheguei tarde, tive que dormir numa cidade que eu não conhecia ninguém, tinha pouco dinheiro, dormí numa pousada, minha mãe mandou um capacete pra eu poder voltar pra casa, eu viajei de noite sem farol e no final foi TUDO MUITO FODA!!


Mas se vc não tiver com preguiça e tiver paciencia pra ler esse "textinho"...
Leia...

Eu nem sei como começar, então vou começar do começo:

O Celta (amigo meu) convidou quem quisesse pra fazer uma trilha (a pé) na mata do Pau Ferro (Areia – PB) que fica a 45 km de Campina Grande – PB. Até ai tudo bem, todos marcaram de se encontrar às 7:00h do domingo no centro da cidade e de lá pegar o ônibus para a cidade da trilha.

O grande problema foi justamente eu ter saído com os amigos e chegado de 4 da manhã, pra dormir...

De 7 horas Jessica (minha namorada) ligou pra mim e tentou me acordar pra eu ir para o local de encontro, porém eu simplesmente só falava “uhum, uhum, uhum” no telefone e depois (eu acho que) o telefone caiu no chão e desmontou deixando-o desligado...


Watever


De 9 da manhã a minha mãe me acordou pedindo pra eu deixar ela na igreja.

Eu pensei "FUUUUUCKKK!!! Já são 9 horas", liguei o celular, tinha 1 trilhão de chamadas não atendidas e umas mensagens do tipo “ittallo, eu vou esperar até 8 horas, se não eu vou sozinha!” “ittallo se vc não for eu vou ficar com raiva” “ittallo estou triste com vc, quando eu voltar eu te ligo, passe lá em casa hj”. Ai eu pensei “vou deixar mainha na igreja, depois passo na rodoviária pra saber os horários dos ônibus e de repente existe alguma possibilidade de eles ainda não terem ido”... Fui, conferi e confirmei que eles Já tinham ido...


Aí é onde começa o “combo”


Eu pensei “sabe de uma coisa? eu vou pra areia de “moto”! (uma traxx de 50 cilindradas)“ HAUEOFHIUEH. E fui... Simplesmente fui (a moto parecia que ia se torar no meio, com o motor já nas ultimas, uma carreira do carai (pra uma moto daquele tamanho) acho que eu tava viajando a uns 100 km/h na bixinha... fiquei até com pena do motor e de vez enquanto eu dava uma aliviada pra o bixo num explodir).


Cheguei à cidade, rodei um bocado à procura de alguma informação que levasse aos meus amigos, mas na cidade estava acontecendo “somente” uma cavalgada, misturado com umas trilhas loucas, tudo pelo aniversário de 65 anos da cidade.

O que me restou foi perguntar pra os “matutos” onde ficava a “barragem do pau-ferro”, que seria o destino final da trilha dos meus amigos, assim eu os encontraria e ficaria feliz para sempre...


Cheguei na barragem.. Cheguei feliz e percebi que eles ainda não tinham chegado lá (obviamente, por que tinham que andar 5 km a pé.


para explicar a situação, tem este mapa:

Nós começamos pela BR eles foram a pé pela trilha vermelha, e eu fui de moto pela trilha amarela...

Eu decidi ir pelo caminho contrário da trilha para encontrar eles em algum ponto no meio. Fui de moto e cheguei num lugar que a traxx não passava... Abandonei-a e subi a pé. Depois de uns 5 minutos caminhando, percebi que o caminho estava muito bom e que dava pra andar de moto “tranqüilo”. Bastava eu passar do ponto tenso. Quando eu ia voltando pra pegar a moto (justamente no ponto tenso), encontro com 2 motoqueiros que me ajudariam a passar a moto pelo ponto tenso. Acabei desistindo de passá-la pq a tensão era muito grande, então voltei pra a minha forever alonice na barragem...




Eu me escondendo da chuva em baixo da ponte de captação da barragem...


Já haviam se passado 2 horas e eu estava lá sozinho e com medo (dos ladrões). Pra acabar de foder, tinha começado a chover (aí eu ia ficar sozinho, com frio e com medo). Eu ja tinha tirado algumas fotos, quando de repente ouço vozes... Pensei: “Tomara que sejam eles, tomara que sejam eles... Tem voz de mulher no meio, devem ser eles... devem ser eles”... Fui caminhando em direção às vozes. Quando cheguei lá encontrei um pelotão de “coroas” trilhando (tinha um idoso lá que tinha 72 anos e era o que mais tinha pique). No meio do pelotão tinha um conhecido meu. Nós fomos conversando e eles começaram a subir a trilha. Como eu num tinha porra nenhuma pra fazer, decidi subir junto com eles (deixando pra trás a moto e o capacete). Depois de uns 5 ou 10 minutos, eu acabei me desprendendo do grupo por que eles andavam muito devagar (de ré, mais precisamente) e então seguí o caminho sozinho.


Eu tinha muita pressa... queria chegar o mais rápido possível aos meus amigos, pra voltar até a moto (isso se eu achasse alguém, que num era nada garantido. Era mais fácil eu me perder do que achar eles). Eu comecei a correr pra percorrer mais espaço no menor tempo possível, por que se eu chegasse ao fim da trilha (na BR, na ponta vermelha), eu ainda teria que voltar pra pegar a moto e tal...

Vídeo de uma parte de uma das carreiras que eu dei:

Eu estava correndo e andando rápido, o chão tava muito escorregadio, estava chovendo (o bom é que as árvores seguram bem a água), eu escorreguei e me lasquei todim (meu joelho ta ferrado até agora) e depois de uma longa caminhada (linha verde do mapa) eu ouvi mais vozes e pensei “por favor, tem que ser eles... tem que ser” olhei para a trilha e continuei andando... As vozes mudavam de lugar de acordo com o que eu andava (isso significava que eles estavam parados), não tinha nenhuma lógica seguir a trilha, já que as vozes pareciam vir literalmente DO MEIO DO MATO, mas não dava pra entender nada... Eu pensei em seguir a voz, andando pelo meio da mata fechada mesmo até chegar no local aberto que eles estavam (sabe-se lá quem eram as pessoas). Foi quando eu vi uma minúscula trilha, quase sumida no meio do mato... nem pensei e desci ela... Foi quando eu tive contato visual com 2 pessoas que eu não conhecia (e eu pensei ”fudeu... não são eles” “vou descer assim mesmo, nem que seja pra socializar e perguntar se eles viram alguém...”). Andei mais um pouco até o meu ângulo de visão abrir pra as outras vozes... primeira pessoa que eu vejo: “O Celta” Neste momento apareceu no centro da minha visão em caps lock “MISSION COMPLETE”... eu fiquei muito feliz de ter achado eles ali... Era praticamente como achar uma agulha num palheiro, eu até brinquei falando que eu tenho GPS de fábrica, mas o nome disso é “cagada” mesmo...

Passamos a tarde por lá e depois, perto da hora de ir, nós tínhamos um grande problema:

A minha moto estava em uma ponta da trilha e eles iam para a outra ponta da trilha...

O celta conhecia um atalho bem próximo, que nós tentamos pegar, porém não deu certo (linha rosa), então a única solução era dividir a galera:

Ia eu e mais alguém pra um lado, pegar a moto e ia o resto da galera pra a BR, esperar o ônibus. A idéia era justamente eu pegar a moto e ir encontrar com eles na BR, pra eles seguirem viagem, enquanto eu também voltava pra casa.

Como combinado, eu e Jessica fomos pegar a moto (ela era ágil, leve e minha namorada, tudo que eu precisava, pra seguir a trilha e depois subir na garoupa da moto...

Bonito... a trilha foi tranqüila e rápida. Num instante nós chegamos até a moto, porém começaram-se os problemas...

1º Roubaram meu capacete.

2º Com coisas demais na cabeça (ou melhor, de menos, já que levaram meu capacete), eu me perdi no caminho por 2 vezes (quase 3) .

3º Estava anoitecendo e eu não tinha farol (nem tenho, ainda)

4º tinha chovido durante a tarde e a estrada de barro tava parecendo um sabonete, de tão escorregadia, meus pneus estavam lisos e por isso eu quase caí umas 10 vezes...

Eu comecei a me estressar e só pensava em sair logo daquela maldita estrada de barro, até que consegui. Depois de sair, ainda perguntei se eu devia ir pra o lado da BR onde o Celta e as outras pessoas estavam ou se devia voltar pra a cidade. Voltamos para a UFPB e lá começamos a telefonar para resolver as coisas. O ônibus final ainda não tinha passado, mas uma coisa era certa. Eu não ia voltar pra campina por 2 motivos: Primeiro eu não tinha capacete, depois, eu não tinha farol...

Jessica decidiu não voltar pra campina pra me apoiar em Areia até o outro dia, onde eu resolveria os meus problemas. Nós saímos pra saber quanto custava cada pousada e fomos jantar (acabamos descobrindo que jantar era muito caro e comemos só uns hot dogs mesmo)...

Descemos para uma lan house (que a conexão era quase uma discada) e eu comecei a explicar pra a minha mãe o que tinha acontecido comigo (tudo bem, eu menti pra ela... mas se eu fosse falar a verdade, provavelmente ela ia muer e bla bla bla bla... então optei pela mentira mesmo...) (Aqui o link da minha conversa com mainha).

Depois de sair da lan house, nós fomos saber o preço das outras pousadas e a gente descobriu que o nosso orçamento ia ficar apertado... Juntando tudo, nós tínhamos 70 reais (-10 que nós gastamos de sanduíche) a pousada mais barata custava 50 reais e o banco não estava mais aberto. Até que uma alma caridosa falou sobre “o colégio de freiras”... Isso mesmo.. uma escola lá que é quase um convento chegamos lá e era 20 reais por pessoa, quartos separados e tal... Era muito mais barato do que os 35 por pessoa que a gente encontrava pela cidade. Eu já tava quase fechando negócio com as “coroas” lá, quando descobri que o toque de recolher era de 22h (PQP, era dia de festa na cidade e eu num ia perder ela por nada... já ta lascado mesmo, então pelo menos curte a festa...

Fomos para a pousada de 50 reais mesmo, que ficava APENASMENTE de lado do palco da festa (nem queria), alugamos o quarto, fomos para a festa (com a roupa que era só lama... parecia que eu tinha caído na lama e ido pra a festa... (ah é... eu caí)) bebemos os 10 reais restantes e quando acabou a festa, fomos dormir...

No outro dia de manhã, mainha mandou o capacete por um aluno da UFPB e ficou tudo certo pra mim... mas areia é uma cidade muito legal, então nós decidimos rodar um pouco mais... só que esta rodada foi se estendendo e quando nos “ligamos” já eram 4 da tarde. Jessica foi comprar a passagem dela e o próximo horário era de 5 e 20.

A partir de agora começa a parte mais agoniante da minha viagem...

Eu ainda estava na moto que não tinha farol e eram 5 da tarde... eu tinha que ir rápido, se não não dava tempo de chegar de dia em campina.

Quando cheguei em Remígio, já estava de noite... passei na federal com o cu na mão, por causa que eu não tinha farol, quase fui parado, e segui viagem...

Vc sabe o que é pilotar uma merda (q não é uma moto) na BR de noite, sem farol e ainda por cima COM UMA NEBLINA DO CARAI?

Provavelmente não sabe... só dou um conselho:

Não queira saber o que é isso...

EU fui na raça, pq era o jeito mesmo, eu não tinha nenhum farol (a não ser um led azul) e tava andando com a sinaleira ligada pra não ser esmagado pelos carros... O bom era que a seta quando piscava, clareava um pouco e dava pra ver a linha da pista, assim eu não saía dela...